quinta-feira, 30 de setembro de 2010
domingo, 3 de janeiro de 2010
O Cenário
Nébula
Há 7 milhões de anos, do outro lado da galáxia, havia um sistema planetário formado por oito planetas e dois sóis que giravam entre si, formando um sistema binário, Nébula.
Pois bem, neste sistema, o quarto planeta, Nébula Quatro, possuía civilização que atingira um grau de desenvolvimento semelhante ao de nossa Terra, um pouco mais avançada, é verdade, pois, nessa época, já dispunham de naves capazes de levá-los, em poucos dias, aos planetas vizinhos, dentro de seu sistema...
Nébula Quatro juntamente com o segundo planeta, Nébula Dois, foram aliados em uma sangrenta guerra interplanetária que envolveu grande parte dos planetas do sistema Nébula, e que acabaram por submeter o terceiro e o quinto planetas, Nébula Três e Cinco, ao domínio e colonização dos dois aliados.
O primeiro planeta, Nébula Um ou Morpheus, sempre foi muito quente e deserto devido à proximidade dos sóis binários e o Oito, Octagon, era muito distante e, portanto, frio demais. Nenhum dos dois abrigava possibilidades de vida.
A curiosidade neste singular sistema planetário é que os planetas habitados, que eram cinco, tinham órbitas muito próximas entre si, o que proporcionava condições propícias para o surgimento de vida. Tinham clima parecido, com algumas diferenças em função da umidade, que em uns era abundante, em outros, rara, mas sempre existente, temperaturas que não variavam muito de um para outro, senão em seus extremos mais quentes ou frios.
Nébula Sete era bastante primitivo e, oportunamente, será citado devido a sua participação no cenário que estamos narrando.
O sexto planeta merecerá um capítulo à parte. Podemos antecipar que ele não participou da trama que estamos narrando, pelo menos não diretamente! Este planeta orbitava os dois sóis de Nébula a uma distância muito grande. Sua órbita era externa à dos demais planetas, mas tinha uma peculiaridade. Aliás, os demais planetas pouco conheciam a seu respeito e, os que detinham uma tecnologia mais avançada, imaginavam que ele seria como Octagon, frio e sem vida. Mas eles não sabiam que Nébula Seis, além de orbitar os dois sóis nebulanos, tinha como satélite natural um pequeno astro incandescente que, por incrível que possa parecer, emitia calor suficiente para aquecer o sexto planeta a ponto de este manter condições de vida. Oportunamente falaremos deste sexto planeta, de seus habitantes e da sua importância dentro do cenário que iremos narrar!
Pois bem, os habitantes de Nébula Dois, após o fim da guerra, migraram para Nébula Três, que tinha um clima mais ameno (o planeta Nébula Dois era muito quente e árido) e acabaram se miscigenando com os poucos habitantes deste planeta que sobreviveram à guerra e permaneceram na superfície. Os que conseguiram fugir em suas precárias espaçonaves, bastante danificadas pela guerra, ainda com motores convencionais, pois ainda estavam desenvolvendo um motor capaz de tornar suas naves mais velozes quando a guerra eclodiu, vagaram por milênios no espaço. Uma civilização vagando pelo espaço, sem destino, sem rumo. Mas isso é uma outra história que, certamente, merecerá uma dedicação especial, no futuro.
Por ocasião do fim da guerra, ficou decidido que Nébula Dois ficaria com Nébula Três, já que nos tempos de guerra estes se ocuparam mais um do outro; e Nébula Quatro ficaria com Nébula Cinco, pelo mesmo motivo.
Quando Nébula Dois invadiu Nébula Três para, digamos, tomar posse do planeta, descobriu que Nébula Três, além de ser riquíssimo em recursos naturais, rios, florestas, minérios, etc., estava desenvolvendo, experimentalmente, um novo motor de propulsão quântica, que utilizava fusão de fótons para viajar, inicialmente, à velocidade da luz, mas não sabiam exatamente qual o limite de velocidade que este propulsor seria capaz de produzir. Este, aliás, seria o mote da Guerra Fria que se instalaria entre as duas potências planetárias, Nébula Dois (ou três?) e Nébula Quatro, nos anos que se sucederam à guerra.
Enquanto isso, Nébula Quatro estava às voltas com uma guerrilha sem fim em Nébula Cinco que, na realidade, já existia, mesmo antes das guerras. Guerrilha, aliás, que era financiada pelo próprio governo de Nébula Quatro para desestabilizar Nébula Cinco e enfraquecê-lo a ponto de fazê-lo perder a guerra. Nada pior do que lutar contra um inimigo dentro de suas próprias trincheiras!
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